A Vida do Bebê
 A Vida do Bebê
Criação de filhos financeiramente educados

De nada adianta deixar uma herança para os filhos se eles forem incapazes de administrar o patrimônio que herdarem. Por conta disso, simplesmente juntar o dinheiro tem demonstrado ser menos efetivo do que ensiná-los a construir sua própria riqueza ou a gerenciar aquilo que receberem.

Esta afirmação tem respaldo na infalível “intuição feminina”. Uma pesquisa realizada pela Bovespa já apontava que boa parte das mulheres tinha a intenção de poupar para o futuro, mas 83% delas queriam que seus filhos adquirissem o hábito de poupar!

Mais do que a intuição, a matemática e a multiplicação do dinheiro gerada pela capitalização dos juros em forma exponencial, comprovam que, quanto mais cedo a pessoa começa a juntar, mais fácil para ela tornar-se um milionário. Melhor, um milionário com vitalidade para usufruir o que poupou.

Com base nesses conceitos e seguindo a sugestão de uma amiga, escrevi o livro “O que as mulheres querem saber sobre finanças pessoais”. Isso depois de verificar em minha tese de doutorado que os bancos cobravam juros injustificadamente mais altos das pessoas físicas, percebi que uma das possíveis causas era a falta de educação financeira da população. Vi, nesse momento, a chance de diminuir a distância de conhecimento financeiro entre as pessoas e os bancos postando informações em meu diário na internet (www.betoveiga.com). Daí para o livro foi um pulo.

Mas o que isso tem a ver com a administração do patrimônio realizada pelos filhos? A resposta é simples: é mais fácil educar financeiramente os filhos se as mães assim o forem. Nesse sentido, reuni dentre aquelas que recebi, as 24 perguntas mais relevantes sobre seis temas de finanças pessoais e as respondi.

Aquela pesquisa da Bovespa também havia indicado que a comunicação das instituições financeiras com o público feminino era ineficiente. Muitas vezes a linguagem utilizada não era clara o suficiente para que uma pessoa leiga entendesse o significado da mensagem. Este foi meu foco principal: escreve de uma maneira tão clara e didática que o conteúdo do livro seja absorvido integralmente.

Quanto à educação dos filhos, sugiro algo que não é novidade para os economistas, mas é pouco praticado pela população, isto é: deixar seu filho "sentir no bolso", ou seja, decidir com base em suas preferências.

Quando você paga diretamente as contas, seu filho perde a sensibilidade para duas coisas importantes: (1) o valor relativo dos bens e serviços e (2) a noção de restrição do orçamento.

A primeira (valor relativo) nos ajuda tanto a saber o que é caro e barato para o nosso gosto, como a quantidade de sorvete que devo abrir mão para dar mais uma volta no brinquedo do parque de diversões.

A segunda (restrição orçamentária) é aquela que nos mostra o quanto podemos fazer com o que temos Coisa muito rara hoje em dia. Faça doer no bolso hoje para que, no futuro, ele saiba como evitar uma dor maior.

Separar sempre um pouco do que ganha para fazer uma poupança também é algo que não deve faltar no “pacote” de educação financeira do seu filho.

Com estas e algumas outras práticas saudáveis, será possível criar uma geração mais preparada para lidar com o futuro e que adota práticas mais conscientes de consumo.

Humberto Veiga
O que as mulheres querem saber sobre finanças pessoaisDoutor em economia e especialista em sistema financeiro, autor do livro “O que as mulheres querem saber sobre finanças pessoais”





Currículo do autor:
http://www.betoveiga.com/autor/autor.htm

Artigos na mídia sobre o autor ou em que ele deu entrevistas:
www.betoveiga.com/blog/
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